terça-feira, 13 de outubro de 2015

sábado, 7 de julho de 2012

DISCANDO PARA O CÉU!

Sorrindo!Pegue no seu celular e faça de conta que você está ligando para Deus. Isso mesmo! Faça de conta que você está digitando as letras D-E-U-S no teclado do aparelho. Não precisa nem ligar o aparelho, caso não queira. Ponha o celular na ouvido e vá escutando na imaginação todo aquele ritual que sempre acontece antes de o telefone de Deus ou de outro alguém começar a tocar. Agora imagine Deus atendendo. Deixe que as palavras lá do outro lado da linha fluam. Não se preocupe, Deus não tem intermediários, portanto ele vai atender você diretamente. Caso demore espere. Escute-O por fim dizendo do outro lado "Alo! Quem fala?". Lógico que essa frase é só uma formalidade da parte d'Ele, pois Deus sabe muito bem que é exatamente você quem está ligando. Também não se preocupe pois haverá sempre uma voz respondendo do outro lado e você perceberá que não é a sua. Portando é sem dúvida a d"Ele. Você, então, diz seu nome, pede desculpas por incomodar e pergunta se Ele tem um tempinho para lhe ouvir. Não tente forjar por conta própria o que Ele diria, se perguntado fosse dessa forma. Também não fique supondo que Ele, por ser Deus, já deveria saber por antecipação tudo que você Lhe iria dizer ou propor. Ele adora conversar e escutar fazendo de conta que precisa que você Lhe informe. Sendo assim, espere um pouco. Aguarde que a voz ressurja do outro lado da linha. Caso o silêncio prossiga, insista: "Senhor Deus, eu não quero amolar! O Senhor poderia me ouvir um pouquinho?". Espere de novo outro tanto. Ele vai responder! Acredite, vai sim! Quando a voz d'Ele aparecer de novo você até pensará consigo que está, quem sabe e sem qualquer má intenção, simulando tudo. Para evitar que essa desconfiança ocorra é que você deve perguntar e... esperar com paciência. Sem forçar. Sentindo a emoção de quem busca contato com alguém que ama você. Imaginar uma resposta divina, supô-la palavra por palavra é bom quando se acredita que Ele próprio nada diria mas, nesse caso não precisa. Ele provará a você que tem independência soberana e sabedoria supreendente ao lhe responder. Caso Ele autorize a que você se expresse e é óbvio que ele o fará, converse com Ele. Não faça discurso, só converse. Não use aqueles termos batidos como "Oh! Senhor Misericordioso! Oh! Soberano do Infinito! Oh! Deus Todo Poderoso!". Ou aquele linguajar rançoso e antiquado do tipo "sede benevolente para comigo! Sou tua serva (ou teu servo) leal e ajo sempre dentro da tua Lei Divina, seguindo fielmente os vossos preceitos sagrados tais e tais!". Ao invés disso converse com Ele exatamente como conversaria com um maravilhoso Amigo ou um sensacional Pai. Conte tudo, peça tudo. Peça até desculpas por pedir demais. Você saberá ou sentirá quando Ele quer solicitar um aparte para lhe aconselhar ou instruir melhor. Deixe. Permita. É um diálogo. Você falará e Ele também. Será maravilhoso você entender que esse encontro poderá ser tudo menos um monólogo. Será extremamente prazeroso você perceber que você fala, pára, espera e nota que naturalmente Ele responde exatamente quando quer responder e segundo a vontade d'Ele... não a sua. Será sensacional você notar que não é mais como das outras vezes, quando você apresentava uma oração, terminava sua fala, agradecia, dizia amém e dava tudo por encerrado passando a esperar e a torcer pela benéfica resposta divina. Nesse esquema antiquado você realmente sempre produzia um monólogo silencioso esperançando-se numa resposta como quem apostasse na loteria. Agora não mais. Você enfim aprendeu a dialogar com Deus, a conversar com Ele e o celular terá sido apenas um instrumento a mais para firmar o seu pensamento nesse sentido. O pensamento d'Ele, porém, sempre esteve e estará firme no amor por você. Portanto, mãos à obra. Uma conversa direta por dia com Ele vai endireitar sua vida. 

É SÓ IMAGINAR QUE ACONTECE!

599565_333502816727097_2012006927_nTente pensar positivo pelo menos por algumas horas todos os dias. Para tornar esse ato muito mais forte e efetivo tente pensar positivo com o auxílio da teatralização. Conquiste suas metas com base em algo que você propositadamente imagine. Faça com que a força miraculosa da imaginação esteja a seu favor. Reserve então um tempo todos os dias para criar cenas e situações positivas teatralizadas com vistas a mudar sua vida para melhor. Use  de preferência os momentos de solidão para isso. Simulando que está falando ao celular, porém, você pode até gerar algumas conversas teatrais em público. Olhe o relógio e veja que horas são agora. Calcule quando já terão se passado 30 minutos. Se por exemplo agora forem 9 horas da noite você de modo inteiramente teatral, então, agirá positivamente até as 9,30 horas. Nessa meia hora você deverá ser bastante inventivo(a). Procure então se supor autenticamente na situação favorável e positiva que pretende que exista. Caso se considere com problemas financeiros pense que está tudo bem nesse sentido e mantenha firme tal teatralização. Repita-a e refaça-a constantemente. Quanto mais você teatralizar uma situação favorável mais e mais ela se tornará real e objetiva. Se o problema for de saúde veja-se e sinta-se inteiramente curado(a). Para teatralizar uma ótima situação financeira faça de conta que está ao celular conversando com alguém. Nessa conversa você dirá a esse alguém onde pretende que sejam aplicados os milhões de reais que você possui em sua conta bancária. Lógico que será uma conversa fictícia e por razões óbvias não deve ser feita em público, mas você dará a ela em seus momentos de solidão toda a impressão de ser real. Nessa hora ser uma boa atriz ou um bom ator pode ajudar bastante. Não se trata de validar miragens e sim de utilizar positivamente a força da imaginação e o poder da fé. Tente então sentir tudo que imagina por meio da teatralização como sendo verdade. Não se considere um ator ou uma atriz simulando algo. Considere-se vivenciando na prática a situação que cria. Caso esteja doente, mantenha de modo teatral muito intenso e emocional uma conversa imaginária ao celular bastante sólida, sentida e bem detalhada explicando que já sarou por completo e que está muito feliz por causa disso. Não haverá interlocutor mas você suporá um, dar-lhe-á até um nome e enriquecerá essa conversa ao extremo. Você a tornará mais real do que as outras conversas ao telefone. É óbvio que a realização desse exercício teatral de imaginação não implica no abandono de nenhum tratamento médico que estivesse sendo realizado. O exercicio da teatralização servirá apenas como uma terapia a mais em busca do sucesso na recuperação da saúde. E pode crer que vale muito a pena tentar.  Busque escrever uma lista de coisas e situações que você almeja e sempre reserve algum tempo de seu dia para reconferir essa lista e teatralizar seus sonhos como já tendo sido realizados ou estando em plena e franca realização. Se não quiser supor estar ao telefone imagine então alguém diante de si com o qual mantém uma conversa super positiva sobre algo que necessite ser obtido ou até que já o foi. Você pode fazer isso usando só o pensamento, sussurando as frases ou até pronunciando-as em nível audível normal. A escolha será sempre sua. Trabalhar, se esforçar e ser pratico(a) ou realista no dia a dia ajuda bastante a alcançar vitórias, mas, exercitar o campo mental e a área da imaginação pode ser decisivo para a conquista de metas que antes você "imaginava" impossíveis. Tente teatralizar sua imaginação. Não custa nada. E você pode até se surpreender com os resultados.

sábado, 19 de maio de 2007

CHANG EXORCIZA O MEDO DA MORTE!

“Por que não devo me preocupar com a morte?”, indagou o discípulo de origem ocidental ao mestre oriental. E o mestre, depois de sorrir enigmaticamente respondeu: “É simples, enquanto você estiver vivo a morte ainda não aconteceu e, se ela ainda não aconteceu, por que se preocupar com ela? Quem se preocupa com aquilo que ainda não aconteceu, no mínimo é tolo. Observe o jogador de tênis. Se mover a raquete antes que a bola chegue, perderá a rebatida. Caso o faça depois, também falhará! “Só isso? – prosseguiu, curioso, o discípulo”. O instrutor, seguido pelo aluno, caminhou emudecido entre pacíficos tigres e ovelhas e sentou-se ao chão para descortinar a paisagem. Assim demorou pelo menos uns cinco minutos antes de prosseguir respondendo. “Achou pouco? O que lhe disse reduz enormemente as preocupações e amplia sua força interior. Se for inteligente tal revelação talvez até prolongue sua caminhada sobre a face da Terra e a torne mais feliz. Raciocine comigo: estando você vivo, não há sentido em pensar na morte e, estando morto, não precisará mais se preocupar com o assunto. Caso fixe a mente na morte tendo ela ainda não ocorrido, você é um tolo desesperançado e se já estivesse inequivocamente morto adiantaria reclamar do fato? Ou, vendo-se por outro ângulo, seria possível reclamar do fato? Não há, portanto, qualquer razão lógica ou emotiva para se inquietar. Se não ocorreu por que reclamar e se já ocorreu para que reclamar? É, por acaso, difícil entender essa corriqueira verdade? ”. O discípulo inclinou a cabeça, à guisa de mesura, mas rebateu: “Ótimo, mestre, porém acho que não seja tão simples. E no caso de uma pessoa doente? A perspectiva da morte a abaterá por completo e ela sofrerá! Todos que a amam sofrerão!”. Mestre Shang desceu uma suave colina seguido pelo aluno e, à sombra de grande árvore, apontou as parasitas que em inúmeros dos seus galhos se colavam. “Apego! Está vendo? Apego. As parasitas se apegam à arvore e a própria árvore a elas se acostuma. Assim ocorre, ainda por enquanto, entre você e a vida. Imenso apego. Imagine qualquer criança de posse de um brinquedo que muito gosta. Tente tira-lo e ela resistirá, chorará e esperneará. O brinquedo passou a fazer parte dela. Se for frágil se quebrará. Ela não pode viver sem ele. É sua posse. O brinquedo é ela, não toda ela, mas também ela. Assim como a criança, as pessoas estendem tentáculos invisíveis por toda a parte e na ponta desses tentáculos estão as parasitas ou posses das quais não querem jamais se livrar, se separar. Fazem-no porque estão vivas e assim, por estarem vivas, podem sacramentar posses! E, se morrerem, haja desespero, pois desaparecerão também as posses! Para tais pessoas, entre as quais você, caro discípulo, ainda se inclui, a vida não é ser e sim ter”. Interrompeu o aluno: “Então não se deve possuir nada e de nada gostar?”. Resposta: “Amar não significa apego, e sim doação. Um pedaço de terra fará com que você tenha o trabalho de cultiva-lo, embeleza-lo e respeitar a vida nele contida. Isso é amor. Você será servo desse pedaço de terra e não seu senhor. Quem ama serve. Por que pensa que estamos aqui, nesse mosteiro, longe de tudo e de todos? Simplesmente porque aqui podemos, de comum acordo, nos educar para servir sem que algum pretensioso de fora dos nossos limites geográficos surja com sua impávida ignorância e queira nos comandar. Pela simples falta de utilidade, onde a sabedoria está presente, o poder político automaticamente desaparece, com o devido perdão pela ironia”. O discípulo insiste: “E a pessoa doente? “. O mestre prossegue caminhando e, depois de algum tempo, volta a falar: “Tornando-nos sábios vamos embora dessa dimensão apenas quando for de nosso desejo. Nossos corpos são feitos do mesmo material básico que a tudo compõe, ou seja, o átomo. Se o átomo, em si, não fica doente, como poderíamos ficar doentes a não ser que inconscientemente o quiséssemos? Como pode haver um coração doente se os átomos que constituem o coração, qualquer coração, jamais ficam ou podem ficar doentes? A mente, com o passar do tempo, implanta o que quiser no corpo. Tudo vai depender da crença de cada um. Os átomos constituintes básicos do corpo não agem como se tivessem vida autônoma e vontade própria. Eles não se juntam em reunião e decidem: agora vamos doer, inchar e sangrar. Eles não se agregam ou desagregam à revelia de um poder maior, que é a nossa mente. Mesmo quando se trata de uma gripe você fica doente porque admite que seu corpo pode não resistir com total imunidade a um vírus que está perturbando maciçamente vizinhos, amigos ou familiares. O que você decreta acontece. É difícil fugir aos padrões. Quando você é criança bem pequena e vai ao enterro de um avô já estarão, através disso, decretando seu destino. Dizem como você poderá morrer e, mais ou menos, quanto no máximo poderá viver. Pensam que tais padrões são a causa de tudo que se observa quando, na verdade, eles são tão somente efeito do que coletivamente se pensa. Nunca esqueça que a mente sempre vem primeiro. É o que se pensa que produz o efeito e não o efeito que nos faz pensar desse ou daquele modo. Não se está obedecendo a leis ditatoriais e sim, desde há milhares de anos, está-se criando a partir da mente repetitivas situações nocivas que, a poder da constância com que o fenômeno prejudicial ocorre, fazem o papel de leis imutáveis. O homem precisa perceber que sempre comandou a si mesmo. Disso não se pode fugir. O problema, então, não é o homem aprender a comandar-se a si mesmo e sim faze-lo de forma correta. O miserável, inadvertidamente, comandou-se na maioria das vezes para ser miserável. O triste comandou-se quase sempre para ser triste. E foram sinceros no comando. Quando tentaram fazer o contrário, perderam-se em interpretações teatrais pífias, digna dos apupos do mais despreparado dos assistentes. Faltou autenticidade. E então prevaleceu o pior. Nesse mosteiro, não é o que eu disser a você que deve prevalecer e sim o que você indicar suavemente a si mesmo. Procure uma forma de pensar e agir com autenticidade dentro do panorama que você quer implantar. Procure um modo de sonhar acordado. É importante que não sinta vergonha de aprender comigo. Evite a revoltar (erro) interior. Eu também aprendi com outros e outros com outros tantos. Faça com que sua morte só não possa ser evitada se você assim decidir”. E o aluno pediu licença para falar: “Com base no que o mestre descreveu, considero que os seres vivos foram dotados da capacidade de produzir milagres imensos, apenas não foram avisados disso”. O mestre apoiou: “Estão produzindo milagres sim, mas ao contrário, ao inverso. E com isso muito se prejudicam. Porém não devemos olhar as desgraças humanas como discrepantes. Até que você acorde você merece estar dormindo e caindo. Ah! Antes que você pergunte vou responder à sua última indagação. Preste bem atenção: se a vida prossegue após a morte física você não terá de se preocupar porque, em sendo isso verdade, meu caro discípulo poderá facilmente e com alegria comprovar o fato. E, se a vida termina por completo após a morte física você também não terá de se preocupar já que não possuirá consciência alguma e não poderá, por estar completamente morto, lamentar o fato. Só os vivos podem se lamentar, caro discípulo. Então entusiasme-se com algumas poucas lamentações mas limite-as ao máximo pois elas são a pior maneira de comprovar a vida!”.

Antonio Catelani
Jornalista Profissional
MTB 9697
e-mail: catelaniantonio@yahoo.com.br